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2018-11-16

Cerdeira - Casa da Criatividade

Escondida num pequeno vale a 700m de altitude, a Cerdeira é uma aldeia do xisto secular que teve em risco de desaparecer após o abandono da actividade agrícola, em meados do século XX, mas que através de atividades de turismo e desenvolvimento foi reconstruida e lhe dado um novo rumo.

Escondida num pequeno vale a 700m de altitude, a Cerdeira é uma aldeia do xisto secular que teve em risco de desaparecer após o abandono da actividade agrícola, em meados do século XX, mas que através de atividades de turismo e desenvolvimento foi reconstruida e lhe dado um novo rumo.

Pertencente ao distrito de Coimbra, a 9.7 km da Lousã esta aldeia com cerca de 300 anos, foi sendo construída por gente corajosa, agricultores que tiravam daqui o seu sustento, e que mesmo a tendo deixado em busca de uma vida melhor para as suas famílias, com regularidade a vêm visitar mostrando o seu carinho.

Hoje, a Cerdeira tem novas estórias para contar de novos habitantes que com persistência e vontade voltam a dar vida e sentido a este lugar, de homens e mulheres que com sabedoria recuperaram as casas e lhes adicionaram o conforto merecido no século XXI. Actualmente, faz parte das 27 aldeias que integram a rede das Aldeias do Xisto.

O obectivo da Cerdeira Village é dar vida a uma aldeia secular, criar condições para que seja um local de contemplação e criação artística, de aprendizagem e intersecção entre pessoas de diferentes culturas e saberes, proporcionar alojamento de qualidade, sugerir ideias e roteiros para conhecer toda a região envolvente.

A Cerdeira Village acolhe todos os anos (em Julho) o festival «Elementos à Solta – Art meets Nature», que reúne criadores contemporâneos de diferentes áreas e transforma a aldeia numa galeria de arte ao ar livre. A Cerdeira, na Lousã, é hoje conhecida pela arte 'craft' - peças em cerâmica feitas por artistas no forno sem fumo construído na aldeia, e que também podem ser feitas pelos próprios turistas. Este movimento foi iniciado pela artista alemã Kerstin Thomas, que veio para a aldeia há mais de vinte anos e ia convidando amigos artistas, nacionais e estrangeiros para irem lá produzir arte em conjunto e fazer exposições coletivas.

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